sábado, fevereiro 26, 2011

Mundando conceitos


Passando pela "Calle Talcahuano" em Buenos Aires, meu filho de 6 anos ficou encantado com tantas lojas de musica ao longo da estreita e antiga rua, pediu entao que o presenteassemos com um instrumento musical, e quando eu perguntei "qual" ele queria, ele respondeu prontamente: "UM MEGAFONE"! Fiquei sem saber 0 que fazer no momento, mas acabei falando besteira e disse que megafone nao era um instrumento musical, e sim um "auxiliar vocal", ou amplificador de voz, como o microfone! hehe Na verdade, depois de ver esse video que meu amigo Luis Lopes (baterista do Virna Lisi) postou no facebook, mudei o meu conceito, e acho que vou procurar um "megafone" pro meu pequeno musico!


quinta-feira, janeiro 20, 2011

Ficha de telefone



Ontem, revirando uma "gavetinha" qualquer, encontrei uma ficha de telefone antiga. Certamente era uma das muitas que tinham espalhadas pela casa dos meus pais, nao tinhamos telefone fixo, nos anos 80 e parte dos 90 uma linha de telefone era coisa cara e o orelhao da minha rua ficava bem perto, em frente ao "Bar do Divino", foi nosso principal meio de comunicao.
Tempos bons aqueles, apesar da simplicidade em que viviamos, nao tinhamos contas de telefone exorbitantes pra pagar, quaisquer centavos compravamos algumas fichas e falavamos por 3 minutos. O orelhao era confiavel, salvo uma vez em que engoliu duas fichas quando eu tentava pedir uma musica na radio montanhesa, sempre funcionou direitinho!
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Orelhao vermelho: para ligacoes locais, a ficha era essa da foto
Orelhao azul: para ligacao DDD, a ficha era mais pesada, e prateada

domingo, outubro 03, 2010

Meu livrinho!


Aqui está minha "obrinha prima"!
Meu primeiro livro infantil, baseado numa história real, onde conto aos meus filhos a delicadeza de um ribeirão que "havia" na minha cidade. O ribeirão São Bartolomeu ainda percorre (a não mais pequena) Viçosa, quisera eu poder molhar meus pés em suas águas novamente!
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Para comprar seu livro, ou melhor, o "meu" livro,
Tenho certeza que você vai gostar, principalmente,
se você foi um menino do interior de Minas, do Brasil...
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Livro: A Menina, a Pedra e o Ribeirão
Autora: Jacqueline Salgado
Ilustrações: Danilo Dias Soares
Editora UFV 2010

Livro: Contando Contos


Essa coletânea está fantástica! São 28 contos dos mais variados possíveis que fatalmente vai arrebatar seu gosto... Nem que para isso você se renda aos meus 2 trabalhos que estão guradadinhos lá dentro!
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Meus contos nessa coletânea são:
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- O Mascate, o Fotógrafo e o Bisavô
- Entre Letras e Lixos
Para comprar seu exemplar acesse o site da Editora UFV (Universidade Federal de Viçosa) www.editoraufv.com.br

segunda-feira, maio 24, 2010

Medalha Chico Salgado

A câmara dos vereadores de Viçosa aprovou em abril o projeto que cria a Medalha Chico Salgado. De autoria do vereador João Josino, a honraria será concedida a pessoas que se empenhem em projetos relevantes para a cidade, contemplando agricultura, cidadania, desenvolvimento, educação, esporte, inclusão social, saúde e segurança.
A entrega será feita anualmente a apenas uma pessoa, mas a data de condecoração coincidirá com outras homenagens. Uma comissão composta por três vereadores definirá um nome, que será aprovado ou não por todos os edis em votação secreta.
Francisco Salgado Amorim, que dá nome à medalha, é reconhecidamente um dos principais músicos de Viçosa. Além de exímio saxofonista, foi maestro e professor de música por mais de trinta anos, e ainda compositor de centenas de obras como choros, valsas, hinos e muitos outros estilos.
O melhor disso tudo é que ele é meu avô, meu padrinho de batismo, meu herói de infância, aquele que me levava pra escola nas suas costas, montada como em um cavalinho! Antes dele partir, prometi honrar seu nome na arte e na cultura, sendo eu, Jacqueline Salgado, sua neta mais comprometida com seu legado!

sexta-feira, abril 16, 2010

Relatos Autobiográficos: A Segunda Infância

Por: Jacqueline Salgado

“A casa” ainda existia, embora mais parecesse com aquela do poema homônimo de Vinícius de Moraes, “não tinha teto, não tinha (quase) nada”! Mas havia ali toda a minha presença. A pia do banheiro que eu não alcançava, o fogão a lenha pra “quentá fogo”, a escadinha da cozinha onde eu lasquei o queixo ensinando minha irmã a engatinhar...ainda guardo uma cicatriz! Enfim, era a mesma casa, a minha segunda morada!

Afastada 6 km da cidade, fomos morar ali para ficar próximos ao local de trabalho do meu pai, que era funcionário público federal, atuava como professor de música e instrutor recreativo da extinta FUNABEM, Fundação Nacional do Bem Estar do Menor. A instituição recebia menores carentes e infratores de várias partes do país, principalmente do Rio. Apesar dos programas de recuperação muito eficientes e interativos, vez ou outra um “aluno” burlava a segurança e escapava pela mata adentro, às vezes na tentativa de voltar pra casa, outras para cometer algum delito nas redondezas. E foi assim que meu pai, cansado de ser acordado no meio da noite, pegar a estrada para ajudar a alcançar os “fujões”, resolveu ir para perto do trabalho e nos levou para morar no lugar mais encantador que uma criança poderia viver!

Da Fundação até minha casa havia um caminho de terra estreito acompanhado por mangueiras em ambos os lados, e não era qualquer mangueira não, era manga “ubá” mesmo! Aquela amarelinha por dentro e pretinha por fora, a mais gostosa de todas, também conhecida como “carlotinha”! Ainda sinto o cheiro da manga madura, é o cheiro do meu trajeto até o ponto de ônibus da escola, bendito trajeto... com cheiro de manga e sombra até o final! Na primavera, as mangueiras se enchiam de cigarras. Elas que me ensinaram o quanto pode ser chic “morrer de cantar”!

O pequeno lago à esquerda da casa, hoje coberto por taboas (aquelas plantas aquáticas em que a flor parece um microfone), era o palco dos marrecos d'água, não para bailarem com a elegância de um cisne, mas para vadiarem a tarde toda, causando inveja nas galinhas d'Angola apáticas e ciscadoras de terra seca! Da janela do meu quarto eu podia jogar uma pedra no lago, era muito próximo. A nascente era ali mesmo, no silêncio da noite dava pra escutar as borbulhas da água brotando da lama. O que mais uma criança “pisciana” poderia querer? Pois ainda havia um rio cortando o meu quintal! O rio Turvo , aquele que deu origem ao primeiro nome de Viçosa, quando esta se chamava Povoado de Santa Rita do Turvo. Caudaloso e lamacento, continuava a mesma coisa desde a época em que pescava lambari s com meu pai, talvez um pouquinho mais magro, mas nem de perto nas proporções em que o São Francisco vem “emagrecendo”!

Cruzei o mato do quintal e me agachei às suas margens, como um pescador de ilusões cuja as varas são as lembranças e os anseios. Naquele mesmo lugar, quando eu tinha cinco anos, conheci o “quinze”, um menino caolho que de vez em quando pescava aos fundos do nosso quintal.

_ Quem é você?

_ Sou aluno da Fundação.

_ E por que você pesca aqui? O rio também passa por lá!

_ Seu pai foi quem deixou, sou aluno dele.

_ Ah! E qual é seu nome?

_ Quinze.

_ Quinze? Isso é número, não é nome!

_ Eu sei, mas aqui todo mundo me chama de “quinze”. Cada um recebe um número quando chega, fica mais fácil.

Nos tornamos amigos, e anos depois fui descobrir que ele “pescava” a pedido do meu pai, para me vigiar e não deixar que eu chegasse muito perto do rio! Havia um outro aluno que não saía da minha casa, ajudava minha mãe na cozinha, ou me empurrava no balanço. Esse era o “número 3”. Muito calmo, de voz mansa, segurava um garfo como ninguém. Foi meu primeiro amigo gay. Mandado de Quintino pelos seus pais para receber uma educação rigorosa na Funabem, voltou mais bicha do que chegou!

E continuou passando aquele velho filme da vida... assim como passava o tempo, assim como passava o rio.

Olhei a mangueira do quintal que era só minha, o balanço que meu avô fez pra mim não mais existia, porém o velho amarrou tão forte a corda de sisal que dava pra ver as marcas do “vai-e-vem” no tronco!

Minha última parada foi o estábulo. Ficava de frente a casa, do outro lado da estrada, era o lar de dois grandes amigos: Paraná e Paraíso.

Paraná era um “bitelo” de um boi, gordo e inteligente feito ele só! Puxava o seu carrinho sozinho todas as manhãs levando hortaliças para a sede da Escola. Bastava que alguém as colocasse na carrocinha, batesse de leve na sua traseira e desse a ordem:

_ Paraná! Paraná! Leva!

E ele levava mesmo! Depois regressava sozinho ao estábulo.

Já o Paraíso era um cavalo. Não era dos mais belos, mas tinha lá seus encantos, era manso de dar dó. Podia-se montar sem sela, sem nada! Ele é inesquecível pra mim porque foi um dos meus 3 despertadores matinais: o primeiro era o meu avô, que chegava as cinco da manhã “cacarejando” feito galo debaixo de minha janela; o segundo era a zoeira das maritacas, que também chegavam cedo para detonar as frutinhas da “árvore de papagaio”; e finalmente, o cavalo Paraíso, que batia com a cabeça na janela de madeira pra ganhar cafuné! Bichinho folgado esse, não?

E assim foi parte da minha vida, cercada por bichos tão “humanos” quanto gente e de gente “numerada” feito bicho. Cercada de água pura que brota da lama e de água “turva” que corre, de sapo que nasce pra cantar e de cigarra que morre de cantar!

Foi ali, na minha segunda morada, onde eu aprendi a ler na penumbra, que eu busco as origens do meu paradoxo.

Relatos Autobiográficos: A Primeira Infância


Por: Jacqueline Salgado

Viçosa ainda era uma menina quando eu nasci.

Pelas ruas serpenteava o trem de ferro da RFFSA, que atravessava a cidade de ponta a ponta e adentrava pela universidade. Do berçário até minha casa bastava saltar duas ruas e um par de trilhos! A família, muito numerosa, colocou-me em evidência ante a falta de crianças, e nada do que eu fazia era considerado um erro, aprendi desde cedo o que é a distorção sensorial psíquica - ao que mais tarde eu viria a ser cobrada de uma forma corrosiva, justo na puberdade!

Muitos foram os fatos que marcaram meus primeiros quatro anos. Imagens, sons, cheiros e sensações que se fundiram e ainda hoje insistem em ficar estampados na memória, como se o tempo nada pudesse remover. Daquilo que ficou posso ressaltar duas experiências raramente vividas por uma criança de um ou dois anos, mas que foram tão comuns para mim nesse período da vida quanto um banho de sol na praça da matriz!

A idéia fixa em fugir diariamente pelas grades da varanda é o primeiro fato marcante de minha infância. A casa era antiga, pequena, ficava nos fundos, não havia muito espaço para ver os trilhos do trem, somente na pequena varanda da entrada, onde eu me acostumei a driblar quem me acompanhasse e escapava ora por entre os balaústres, ora por entre as grades. Quando o trem apitava então, não havia ninguém que me fizesse segura no interior da casa, nem mesmo uma bacia de alumínio cheia d'água no quintal! Foram tantas fugas e tentativas delas que logo me tornara conhecida por toda a vizinhança. Uma vez, ao desembarcar na casa dos tios em Pirapora MG, coloquei a família em pânico pela cidade a minha procura, só porque eu parti em busca do mundaréu de água do Rio São Francisco que me haviam prometido na viagem! Contentei-me com um poço turvo de água da chuva que topei pelo caminho e assim ficou mais fácil da família e da polícia me encontrar. Valeu à pena ter fugido naquele dia, eu saí em busca de um rio e acabei brincando num poço! Depois disso eu percebi que poderia sonhar bastante, e que se o sonho ficasse pela metade a frustração seria pouca! Minhas fugas sempre tiveram um porquê, a infância foi a única fase da minha vida em que as coisas que eu fazia tinham algum sentido.

Com tantas peripécias, minha mãe logo tratou de arranjar uma babá. A coitada da minha prima Luciana já não dava mais conta de estudar e ficar de olho numa criança tão espevitada! Chegou então a tal babá, uma moça de fala mole e olhar perdido que logo conquistou minha confiança. Chamava-se Lúcia. Duas vezes ao dia me levava pra passear pelas redondezas, às vezes na casa de meus avós um pouquinho acima na mesma rua, outras vezes íamos á praça principal, ou pelo caminho dos trilhos ou simplesmente andávamos pela calçada do hospital, que ficava quase em frente a minha casa.

Com os passar dos dias a babá deixou de me levar até os avós, não ia mais até a praça, nem passeava pelos trilhos, o único lugar que ela me levava com freqüência era o estacionamento do hospital. Mas o que teria de tão atrativo num estacionamento de hospital? Pra mim não havia nada, embora eu gostasse de atravessar os trilhos, mas ela tinha o estranho hábito de ver pessoas dormir sobre uma mesa. A Lúcia me tomava no colo e aos passos discretos entrava por uma portinha na lateral do hospital. O lugar era o necrotério. As pessoas não dormiam, aguardavam a perícia ou o trabalho da funerária! Minha pobre cabecinha miúda não conseguia entender por que certa vez, havia um que “dormia” pelado naquele frio todo de Viçosa e ainda por cima com a barriga toda costurada! E a moça com a roupa suja e rasgada, “tadinha”, tinha um cheiro tão ruim que até hoje consigo puxar pelo nariz! Os olhos perdidos da babá se arregalavam por alguns instantes em cima dos corpos estáticos, como se ela se enchesse de vida e se sentisse com sorte por não estar no lugar deles. Ela então voltava pra casa confiante, com a “criança da patroa” nos braços, e com a satisfação de quem ganhara no jogo do bicho. E assim, diariamente, eu era obrigada a fitar os presuntos do necrotério do Hospital São Sebastião, até o dia em que minha mãe descobriu, e apavorada mandou a moça “catar coquinho”! Rumores se espalharam pela cidade...a coitada da babá levou fama de psicopata, de feiticeira e até de necrófila! Mas eu estava de prova: ela só olhava com os olhos saltados!

Para o bem da verdade, nenhum mal isso me fez, pelo contrário, se tivesse feito medicina teria grande chance de ser legista! O único incômodo disso tudo é o odor, meu estômago ainda é fraco! Tenho mais medo de ver um morto num caixão do que na cena do crime, por exemplo!

A pobre babá teve um fim tão trágico quanto o das muitas pessoas daquele seu voyerismo estranho: foi assassinada pelo namorado dentro de um hotel em construção, seu corpo só foi encontrado 3 dias depois. Que destino! Aquela sensação talvez não fosse de confiança, mas de certeza.

E só para não terminar esse relato autobiográfico da primeira infância assim tão mórbido, vou contar o que eu fiz dentro do poço de água da chuva em Pirapora: entrei, molhei os sapatos e as meias brancas, depois juntei as mãos, enchi de água e ...o resto vocês já sabem!

Ai ai, a pureza da infância! Como eu disse, a única fase da minha vida em que as coisas que eu fazia tinham algum sentido!

quinta-feira, abril 15, 2010

"O Meu Cachorrinho"



Eu tenho um cachorrinho
Que é muito bonitinho,
Na hora de dormir,
Sempre pega o meu cantinho!
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Ele gosta de osso
Mas só na hora do almoço,
Ele sempre corre,
Mas também seu corpo escorre!
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Ele chega de mansinho
E faz um grande carinho,
E andando pelas ruas...
Que cachorro safadinho!
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Escrevi aos 7 anos, enquanto estudava na primeira série. Minha professora era a Irmã Cormaria, de quem eu guardo boas lembranças, devo minha letra bonita e caprichada à ela, e também todo o rigor da escrita bem estruturada. Obrigada, Tia Cormaria!

Poema aos 7 anos


Lá vai o ribeirão
Passeando por Viçosa,
Quando molho a minha mão,
Que água mais preciosa!
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Pra pegar pedras me abaixo,
Pra ver os peixes me curvo,
E as águas seguem descendo
Pra encontrar o rio Turvo!
-
Esse foi um dos meus primeiros versinhos, fi-los sentada às margens do ribeirão São Bartolomeu, que cortava solene e calmamente os quintais da cidade de Viçosa/MG. Tenho saudade de quando suas águas eram limpas!

Meu primeiro "poema musicado"



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Aos 6 anos escrevi a letra e compus a melodia de uma musiquinha para participar do festival bíblico do Colégio Normal Nossa Senhora do Carmo, em Viçosa, mas como eu não tinha idade, (hehe) não me deixaram participar! Só me lembro dessas frases (era maior a música):
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(refrão)
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Oh meu Deus,
Oh meu senhor!
Me deu muito carinho,
Me deu muito amor!
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Nunca perco de ninguém,
Nem na hora da minha morte,
Porque Deus está comigo,
Sua graça me faz forte!
-
hehehe

Só tinha 6 anos, pode?

terça-feira, dezembro 01, 2009

Você já comeu gabiroba?





Quem já percorreu o cerrado mineiro sabe do que estou falando!
A GABIROBA é uma frutinha miúda, tão doce e de sabor tão singular que quem experimenta diz que essa se torna sua fruta preferida!
Eu, como boa mineira que sou, gosto tanto dessa frutinha que estou transformando-a num personagem das minhas histórias de mineirices!
Conhecem a música "PENAS DO TIÊ"?
(...) já "exprimentaram" gabiroba bem madura, já viram as tardes quando vai anoitecer...
Se alguém conhece a gabiroba em outro cantinho do Brasil me fale! Sei que em Goiás tem bastante também! Estou tentando cultivá-la no sítio, espero que dê certo!


quinta-feira, outubro 08, 2009

Prêmio Nobel da PAZ 2009



Um título que muita gente merece mas nem sonharia em ganhar: o Prêmio Nobel da Paz. O mais esperado e mais concorrido também. Vai ser anunciado amanhã em Oslo, na Noruega. Quem se arrisca em apostar no vencedor?

Lá se vão mais de cem anos desde que a busca pela paz no mundo começou a ser premiada. No início, o Nobel da Paz, o de maior prestígio entre todas as cinco premiações, era oferecido apenas aos criadores de movimentos pacifistas, que resolviam conflitos de guerra.
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O conceito de paz se estendeu para questões políticas, humanitárias, de desarmamento e meio ambiente. Tudo que ajude a tornar o planeta um lugar melhor. Foi a preocupação com a preservação da natureza que deu ao ex-vice-presidente americano Al Gore o Nobel da Paz, em 2007.
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O critério é tão extenso que surgem algumas curiosidades. Por exemplo: qualquer pessoa pode concorrer. Basta que o nome seja sugerido por um parlamentar do país. Cada um escolhe da melhor forma que entender quem merece entrar para essa lista.
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Você sabia que o ditador Adolf Hitler, principal responsável pelo Holocausto, foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz? E que o hindu Mahatma Gandhi, o maior defensor da não-violência, nunca foi premiado?
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Para o Nobel da Paz de 2009, 205 pessoas foram indicadas. Os presidentes Barack Obama, dos Estados Unidos, e o francês Nicolas Sarkozy são concorrentes. Mas nas páginas de aposta da internet, eles não têm muitas chances.
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A ativista dos direitos humanos, a afegã Seema Samar encabeça a lista, seguida pela senadora colombiana Piedad Cordoba, que luta pela libertação de reféns das Forças Revolucionárias da Colômbia e pelo professor de filosofia, o jordaniano Ghazi bin Muhammad.
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Na bolsa de apostas aparecem ainda o cantor Michael Jackson, que morreu em junho, e o ex-presidente americano George Bush, que está na lanterna, como azarão. Enquanto a vitória da favorita Seema Samar pode pagar US$ 4 para cada US$ 1 apostado, na vitória de Bush cada dólar investido pode render US$ 500 ao apostador.

Por um mundo melhor


Pior a emenda que o soneto...
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Numa altura em que os "stocks" de cereais a nível mundial diminuem drasticamente - provocando um aumento nos preços de bens alimentares -, os programas de auxilio internacional lutam desesperadamente com falta de dinheiro e meios e milhões enfrentam o problema da fome é no mínimo um contracenso os países mais ricos continuarem a insistir na utilização de biocombustíveis e utilizar cereais para a produção de combustível. O preço do álcool no Brasil é um exemplo (embora não seja cereal) vejam o que acontece com o preço do combustível e do açúcar!
O real efeito será que milhões de pessoas - nos países mais pobres - irão enfrentar a fome nos próximos anos. Josette Sheeran, director executivo do UN World Food Programme afirma: «We are seeing food in many places in the world priced at fuel levels, being bought by energy markets for biofuels.»
Nada como continuarmos de olhos cerrados para ver o que por esse mundo fora vamos destruíndo… com as nossas decisões hercúleas de contribuir para um mundo melhor, mais justo e fraterno…
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BALELAS é o que me apraz dizer…

Museu de Caixas de Fósforos



Atenção filamenistas de plantão!!!
Vocês sabiam que existe um museu que abriga centenas de caixas de fósforos de várias partes do mundo, e de épocas remotas e atuais? Pois é! Ele fica na bela cidade de TOMAR em Portugal, e é uma das principais atrações do lugar. Inusitado e único, o museu é fruto de um colecionador aficcionado, que durante anos idealizou a exposição das caixas ao público.
Como muitos amigos já sabem, eu sou uma apaixonada por caixinhas de fósforo, tenho boas raridades em minha coleção, quem quiser saber mais sobre o museu em Tomar e sobre meus exemplares entre em contato!

Prêmio Nobel de Literatura 2009



Pela décima terceira vez, o Prêmio Nobel de literatura vai para um escritor de língua alemã. No caso, uma escritora, Herta Müller, poeta e romancista romena nascida em 1953 e proveniente da região do Banato, onde reside a minoria alemã de 0,3% da população.
Apesar de ter crescido sob o signo do exílio, em ambiente totalmente alemão, Herta estudou filologia, interessou-se pelo cruzamento entre a tradição literária germânica e romena e chegou a publicar livros de poesia em romeno.
O primeiro livro de contos que publicou, Niederungen (1982), foi censurado na Romênia, mas obteve reconhecimento imediato na Alemanha, para onde Herta imigrou em 1987 e desde então venceu a maioria do prêmios literários do velho continente, como o Kleist e o Impac.
Sua obra é marcada pela vivência com o regime totalitário do ditador Nicolae Ceaucescu. "A experiência mais marcante para mim foi viver sob o regime ditatorial na Romênia, simplesmente viver na Alemanha, a centenas de quilômetros de distância, não apaga as experiências passadas. Levei meu passado na bagagem quando parti e a lembrança daquelas ditaduras [da Europa Central] ainda são um tópico atual na Alemanha", declarou a escritora à imprensa."[A obra de Müller] É uma combinação de uma linguagem especial, por um lado, e o fato de que ela tem uma história para contar sobre como é crescer em uma ditadura, em uma minoria, em outro país".
A declaração do porta-voz da Academia Sueca após o anúncio do Nobel vem apenas reforçar a impressão que fica da influência política na decisão do vencedor. No Brasil, o único romance de Herta traduzido é O Compromisso (Globo).

domingo, setembro 13, 2009

Eu, Penelope!


A primeira coisa que fiz quando cheguei a
Buenos Aires foi visitar a CASA ROSADA!!!
Gente! Eu quero uma pra mim!!!

quarta-feira, julho 08, 2009

Carmo do Rio Claro MG







Indicada pelo meu amigo Fred Mendes, essa cidade se encaixa em boa parte dos requisitos para ser a cidadezinha mais-que-perfeita do meu texto "PROCURA-SE UMA CIDADE", que está postado mais abaixo.



Carmo do Rio Claro fica na micro região de Alfenas, sul de Minas, às margens do belo lago de Furnas, possui cerca de 21 mil habitantes, pracinha com coreto, ruas de pedra, muita árvore, serra e cachoeiras em torno...ainda falta fazer uma visita.



Se alguém tem algo a dizer sobre esse lugar que diga! Se tiver outra sugestão será bem vinda!

domingo, junho 28, 2009

"Passeio socrático"


"Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz!". - Sócrates


DO MUNDO VIRTUAL AO ESPIRITUAL( Frei Betto )


--------Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China.. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão.
--------Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois modelos produz felicidade?'
--------Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'. Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã... '. 'Que tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: 'Que pena - a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação!'
--------Estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.
Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!' Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
--------Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizi­nho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais...
--------A palavra hoje é 'entretenimento'; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, ­ usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!' O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba­ precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.
--------O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.
--------Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center.
--------É curioso: a maioria dos shoppings centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...
--------Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus; se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório; mas se não pode comprar certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do McDonald...

--------Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático'. Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: "Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz!".


(enviado por tia Dorinha hj pela tarde)

PROCURA-SE UMA CIDADE


Escrevi esse texto hoje, domingo, 28 de junho de 2009. Um dia triste, numa cidade triste, a única coisa boa é o frio.


--------PROCURA-SE UMA CIDADE


--------Escritora, casada, 34 anos, mãe de três filhos, procura:
--------Cidade pequena, com no máximo 30 mil habitantes, de topografia plana, mas rodeada de montanhas. Que tenha uma bela praça em frente à matriz, e que na praça tenha uma fonte, um coreto, muitos bancos à sombra das árvores que por sua vez terão troncos fortes e copas largas.
--------As estações do ano não precisam ser bem definidas, as flores podem surgir o ano inteiro. Já o inverno tem que ser frio, daqueles de sair “vapor” quando se fala, e o verão pode vir acompanhado de sol quente, brisa fresca, e banho de cachoeira. Ah! Tem que ter cachoeira!
--------Que seja necessária somente a bicicleta para se locomover dentro da cidade, e que o trajeto até a cachoeira também possa ser feito de bicicleta!
--------Que a cidade seja “cortada” por um ribeirão ou riachinho de águas claras, onde os lambaris e as piabas se escondam por entre o cascalho, e que o cascalho se esconda de nós ao refletir o brilho intenso do sol.
--------Quanto às ruas, não importa se são largas ou estreitas, o que importa é que sejam limpas e sem buracos, de preferência com calçamento rústico, pedras, chão batido, bloquetes, paralelepípedos, se não tiver asfalto melhor!
--------Os prédios podem existir, mas que sejam a minoria e de no máximo três andares. Que haja a predominância das casas de telhado com janelas de madeira, bem coloridas, com varandas e quintais enormes. E que as varandas sejam enfeitadas pelas orquídeas, avencas e samambaias, que tenham uma rede pra gente sentir a vida passar e duas cadeiras pra receber visita.
--------Que os quintais sejam longos, de pomares fartos e hortas na porta da cozinha. Que não faltem mangueiras abacateiros e goiabeiras, uma dúzia de galinhas ciscando por entre as folhas secas e patos se refrescando no pocinho d’água. E se em algum desses quintais tiver uma bica ou uma nascente, eu compro a casa!
--------Que tenha ao menos uma padaria onde se faça pão à moda antiga, sem essa de pães de mistura pronta de sacos de 50 kg. Que tenha uma farmácia onde se possa encontrar todo tipo de medicamento convencional, mas que tenha também um mateiro conhecedor das ervas, um benzedor e um curandeiro.
--------Que tenha um mercadinho pra comprar fubá de moinho d’água, goiabada, chinelo de dedo, balaio e rapadura. Um armarinho que tenha variadas estampas de chita, fitas coloridas e renda de algodão.
--------Que tenha quermesse no mês de Maria, e uma porção de crianças vestidas de anjo para coroar a santa, assim como eu, quando menina. Depois da missa, barraquinhas de comida, banda marcial; fogueira, quentão, canjica e bandeirolas no mês de São João.
--------Que tenha delegacia, agência dos correios, pelo menos um banco pra conservar nossa poupança, e que a polícia não precise trabalhar, apenas saudar-nos ao passar. E que um bom hospital nos receba nos momentos de precisão.
--------Que as escolas sejam exemplo em todos os sentidos, e que façam dos seus “meninos” orgulhosos cada vez que passem à suas portas.
--------Que todos se cumprimentem nas ruas e que os “vovôs” da cidade descansem na pracinha, ou nas esquinas politizadas, sempre prontos pra um dedo de prosa, uma partida de damas, sueca ou caxeta.
--------Que a visita das aves migratórias seja uma constante, e que as nativas como azulão, canarinho, tico-tico e sabiá nunca faltem aos “concertos” matutinos na minha janela.
--------Que nas tardes de verão aconteçam as revoadas de tanajuras, besouros e cupins, e que a meninada alvoroçada se espalhe pelas ruas, felizes e completas apenas pelo fato de correrem atrás dos insetos.
--------Que tenha sempre alguém disposto a acender uma pequena fogueira em algum canto da cidade nas noites de frio, para reunir os vizinhos, assar milho, batata doce, tomar a última pinga, durante a última prosa do dia.
--------E que ao olhar pro céu de noite ele esteja pleno de estrelas, que não falte nenhuma, exceto nas noites de chuva ou garoa fina, onde as estrelas são olhos escondidos por trás das nuvens a espiar a pureza de nossas vidas cá na Terra!
--------Se você sabe onde fica esse lugar, entre em contato comigo, mas, por favor, não espalha pra ninguém!


Jacqueline Salgado, de Belo Horizonte - cansada de contar nos dedos as poucas estrelas que me restam no céu.

segunda-feira, junho 22, 2009

O Salvo e o Barolo








Fotos na sequência: Palácio Salvo (Montevideo), Palácio Barolo (Buenos Aires), Torre do Barolo e Torre do Salvo.
Esses dois edifícios quase gêmeos são obra de um arquiteto italiano chamado Mario Palanti. Tanto o Palácio Salvo de Montevideo, quanto o Palácio Barolo de Buenos Aires, são do início dos anos 20, e viraram marca registradas nas cidades onde se encontram. Em Montevideo o apelo é ainda maior, por estar numa das principais praças da cidade, bem na esquina com a avenida mais movimentada.
Eu visitei os dois edifícios, e digo que sem dúvida, o Salvo de Montevideo é uma das peças arquitetônicas que mais me impressionou. Talvez por Buenos Aires abrigar tantos outros edifícios imponentes, o Barolo não impressiona como poderia impressionar, está na avenida de Mayo, rodeado de belos edifícios históricos, ao contrário do Salvo, que brilha sozinho no centro viejo de Montevideo.
Reparem nas duas construções. Os detalhes são incríveis! E quando você entra a surpresa é ainda maior!
Até onde eu sei, Palanti era amigo de Piria, aquele "alquimista" famoso que deu origem a mística cidade de Piriápolis no Uruguay, e dizem que toda a sua obra arquitetônica possui um certo segredo entranhado nos detalhes. É o que sentimos ao nos aproximar dos edifícios, em tudo parece haver um significado, é como um templo de outra dimensão que está ali, diante de nós como que atravessando um portal!
Experimente!