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domingo, novembro 23, 2008

Ready-made








Esse é o meu URINOL!

O artista conceitual, o que trabalhava com arte corporal, arte performática e arte narrativa, desprezava a consubstanciação do objeto artístico singular, buscando alternativas para o espaço circunscrito da galeria e para o sistema de mercado do mundo da arte, buscava total atenção e participação mental por parte do expectador.
Isso tem muito haver com os ready-made de Duchamps, que era um “protoconceitual”.

Era uma arte clara, objetiva, radical e extremamente polêmica. Os conceitualistas adotaram uma visão parcimoniosa, limpa e coerente da arte minimalista.
É uma arte como idéia, transformada em:

ARTE COMO FILOSOFIA
ARTE COMO INFORMAÇÃO
ARTE COMO LINGUISTICA
ARTE COMO MATEMÁTICA
ARTE COMO AUTOBIOGRAFIA
ARTE COMO RISCO DE VIDA


A R T E C O M O P I A D A

domingo, outubro 12, 2008

Minas e eu


Minas é uma doença transmissível!

É toucinho magro,
Embornal de farinha,
Graveto, trempe, sol nascente.

Minas são caminhos densos,
Vielas oblíquas por onde passam poetas,
Montanhas de ferro por onde segue a tropa.

Minas é comadre da lua!

Mesmo em silêncio,
Retumba o som da liberdade.
O Brasil fala o que o silêncio de Minas dita.

Eu, embora distante,
Espio o silencio de Minas
Por entre as frestas de uma divisa,
E sinto a poesia que corre
Por entre as bicas da saudade.

Minas é simplesmente,
A mais cantada das musas,
E o mineiro, vide o poeta,
Um eterno explicador de si mesmo!



(poema vencedor de concurso em Poços de Caldas/MG)

quinta-feira, maio 29, 2008

7° PRÊMIO FNLJ "LEIA COMIGO"



Fui contemplada com o PRIMEIRO LUGAR na categoria RELATO REAL no 7° Concurso "LEIA COMIGO" da Fundação Nacional do Livro Infanto-Juvenil (FNLIJ) com sede no Rio de Janeiro.

A cerimônia de entrega dos prêmios se deu no Instituto Italiano de Cultura, que fica no próprio Consulado Italiano, dia 26 de maio deste ano.

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Libidinagem

Lá estava ela, nua,
A provocar-me a casta,
A rasgar-me o sono,
A seguir-me despida
Do alto pendida
Com as faces roubadas
Consteladas
Por fulgor alheio.
Lá estava ela, nua,
A mimar-me os sonhos,
A afagar-me os ombros,
A ornar-me os passos
Por entre os becos frustrados,
Entorpecidos
No silêncio falso
De tua pousada.
Lá estava ela, nua,
A escravizar-me os olhos,
A sussurrar-me o belo,
A poetizar-me a língua
Traduzindo cânticos
D'alma conspirada,
Consagrada
Complacente e nua.
Lá estava ela, a lua.

Caleidoscópio

Vou dormir.
Hoje são cinzas...
Não quero olhar a janela
Quero o meu caleidoscópio!
Tragam-me os cacos,Tragam-me as cores,
Deixem surgir as formas.Onde estará cada conta?
Pedaços de um eu retorcido Em busca do encaixe perfeito.
Rola nas mãos um destino
Entre um repouso e o outro,
E entre cada repouso
Um movimento arbitrário,
E a cada movimento,
Um tempo.
E cada tempo,
Efêmero.
Ainda são apenas cores,
Ainda são restos de cacos.
Só o cinza já se foi...
Não quero o meu caleidoscópio.
Não quero mais dormir.
Pra que dormir?
Pra quê?

(Jacqueline Salgado)

Viçosa, minha Terra confusa...
Queria falar dela com o mesmo orgulho
que Rosa falava de Cordisburgo!