terça-feira, agosto 25, 2015
Encontro com alunos do CASB em Viçosa
terça-feira, novembro 18, 2014
I PRÊMIO SARAIVA DE LITERATURA
Conheça os vencedores do 1º Prêmio Saraiva!
quarta-feira, setembro 17, 2014
Se eu fosse um poema
terça-feira, abril 22, 2014
Tio Francisco no "Leitura com Pipoca"
Fotos do lançamento do meu livro Tio Francisco
Lançamento "Tio Francisco"
(Matéria da Editora Adonis sobre o lançamento do meu livro: Tio Francisco)
Adonis publica livro vencedor do 3º Prêmio Agostinho de Cultura neste final de semana
quinta-feira, fevereiro 13, 2014
Resumo dos relatos autobiográficos
quarta-feira, novembro 13, 2013
Fogão à lenha
Era dele que vinha quase tudo de que precisava: o alimento, o torresmo, os doces de tacho, as fornadas de broa e tareco, a prosa, as histórias de assombração, o calor que aquecia minhas mãos nas noites frias de Viçosa.
Às vezes o frio era tanto, que mal o sol amoitava na cacunda do morro, mamãe já me vestia de flanela e meia de tricô, eu puxava um banquinho e subia com ele à taipa do fogão. Enquanto vovô ouvia seus caipiras na vitrolinha e aguardava a noite apiar, eu esticava as mãos miúdas, chegava os pés no calor da brasa pra “quentá fogo” e depois voltava pra casa ao lado pra dormir aquecida por dentro e por fora. O cheirinho da fumaça dos fogões se apagando subia pelas chaminés de Silvestre, entrava nos sonhos e na memória da gente, nada tira esse cheiro de dentro de mim.
Quando vou à casa dos meus pais, o que mais gosto de ver é o fogo atiçado na lenha.
Pai pega a madeira e os galhos secos de fogo fácil, mãe “chama a binga” na lenha e a brasa chamusca, incandesce e depois virá uma pequena fogueira malocada na fenda de barro.
E ali eu fico por horas, sentindo a mescla leve do cheiro da fumaça, do café, do feijão, do toucinho e da simplicidade, que é a essência da construção de qualquer menino criado às voltas com um fogão à lenha.
terça-feira, outubro 08, 2013
O Devedor de Promessas
Jacqueline Salgado
terça-feira, junho 11, 2013
Aquela que eu lia
O vento não encontra obstáculos no alto da Serra da Arrábida. O eremitério em silêncio, a bruma leve do mar que bate nas pedras, tão distante dos pés que insisto em firmar numa das paisagens mais misteriosas e mágicas de Portugal. É uma grandeza tão intensa que me protege. Nunca imaginei que me seria tão necessário recorrer à escrita desde que atravessei o oceano ao encontro daquela que leio. Escrevi, pois, com um pau de figueira riscando a areia grossa de um pedaço de rocha desfeita incorporada ao solo. O eremitério continuava em silêncio. Vaguei a riscar o chão até parar no obstáculo da pedra rígida, sem areia, sem cascalho, sem escrita. A rocha estava ali a censurar meu pau de figueira e o penhasco a censurar meu corpo.
Frágil corpo. Frágil escrita.
Impossível continuar. E quem disse que era preciso? O que eu escrevia no chão não cabe em papel algum, não sei dizer, é indizível. Não sei transcrever, é reflexão. Estaria eu diante do abismo entre corpo e escrita? Ou seria a fusão dos dois lugares? O lugar do corpo, o lugar da escrita, contraditórios e absolutos. No fim, o que restou foi o lugar do silêncio, desejo que ainda me move.
Vi-me sentada a beira da água, lá em baixo, junto ao mar, num canto de areia, trégua de rochas, com a mesma vara de figueira a riscar. Seria tão fácil, afinal, tudo o que escreves pode ser encarado como uma procura, e deslizar a escrita na areia farta e generosa, seria render-me as pautas, seria como abrir uma porta sobre o texto e dar-lhe passagem. As ondas logo viriam a engolir meu texto, transformando-o numa verdade efêmera, mas não menos verdade.
Lancei a vara de figueira ao mar, observei duas ou três gaivotas escreverem seu voo e depois voltei pro quarto do hotel no silêncio do eremitério. Dispensei a poesia para me despir num banho longo e distraído. Logo a vontade de escrever passou. Retomei a leitura daquela que eu lia e que buscava. Se eu ficasse ali, a ler incessantemente, transformar-me-ia num deserto intuitivo, num caldeirão de vozes a transbordar conceitos dos quais já me embebedara tantas vezes. Só restava esperar pela noite, então adormeci absorta de palavras, porém afastada do que eu era, longe léguas de mim.
Na manhã seguinte atravessei o portão em direção ao jardim do penhasco e o que ouvi foi um coro de vozes e sonidos que não havia ouvido desde o dia em que chegara a Lisboa. O eremitério acordara finalmente, ou era eu quem despertava da prisão mística da busca? Era inútil querer o silêncio. Nuvens sonoras pairavam sobre mim, a bruma lá em baixo, exalava o grito do mar lançado ao rochedo, as gaivotas falavam sua língua enquanto continuavam a escrever seu voo. Uma aranha tecia sua linguagem em forma de armadilha sobre as pétalas secas da hortênsia, eu a observei e não senti mais vontade de entendê-la.
Tive a sensação pulsante e inquietante de existir, de ser apenas. Eu desejava escrever mais do que escrevia, desejava falar daquilo que não se consegue, como uma vez, quando era menina e quis ilustrar uma oração. Eu era um pouco como aquela que eu lia, sabia disso, e ante a falta de silêncio pensei não poder mais encontrá-la em mim. Então procurei outro pau de figueira que me fizesse a voz e risquei o cascalho com uma só palavra: “Llansol”.
Naquele instante, como se pela alquimia de todos os sons, ouvi um único distinguível que dizia: “A mim me basta saber existir. Exista a ti mesma. Escreva teu nome, não o meu”. Girei em torno do meu eixo com a cabeça em mil direções fitando cada partícula de existência em busca daquela voz. Olhei o cascalho, o pau de figueira, as gaivotas, as nuvens, a aranha, a hortênsia, a bruma, o eremitério, o bosque, os turistas, o mar... Olhei o vazio e o silêncio do dia anterior. Atordoada de rodopios, colidi-me a uma sobreira velha que paria cortiça e ouvi mais uma vez: “Eis o traço do teu corpo, de tua voz”.
Pouco a pouco as folhas da sobreira iam caindo, o verde ruía. A árvore falava sua língua. A gaivota falava a sua língua. A aranha falava a sua língua. “É fora que ela é, é dentro que ela existe”. E eram tantas as línguas que não mais pude ouvir a voz daquela que eu lia, talvez estivesse perdida na simbiose mística e carregada da linguagem dos seres, vagando solicita a desdizer seu próprio texto, presa na armadilha de sua escrita, revés da aranha.
Deixar-lhe-ia em paz, afinal, para que servem os leitores senão para mergulhar na escrita? Mergulhar e não apreender. Não mais lia àquela, nem a qualquer outro, apenas mergulhava quando queria me afogar um pouco, e quando voltava à tona era como se tivesse ilustrado uma oração.
quarta-feira, maio 08, 2013
O Artífice
sexta-feira, abril 26, 2013
Cramondongue
passa um cramondongue
debaixo da minha janela.
Não pra me assombrar,
mas pra abafar o som carros
... que não cessam na avenida,
e me fazer dormir
pensando estar
nos braços de Minas.
Jacqueline Salgado
sexta-feira, abril 19, 2013
Alípio de Sá Romão
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Poema de Alípio de Sá Romão
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Baladeira
Baladeira feriu o melro,
Cortou o rabo do jacu.
Machucou a seriema,
Acabou com o inhambu.
Esticou o quero-quero,
Calou o uirapuru.
Prende logo esse moleque
No buraco do tatu!
segunda-feira, fevereiro 04, 2013
De Minas para São Paulo
Poetas, escritores e artistas de Bauru e região: estou aqui pro que der e vier!
Nosso "Grupo Literário" já está saindo do forno!!!
segunda-feira, janeiro 07, 2013
sábado, agosto 04, 2012
Maria Gabriela Llansol - Saber esperar alguém

terça-feira, abril 10, 2012
Meus novos trabalhos publicados


Lançados no final de 2011 pela Editora UFV, os livros "E por falar em Versos" (poemas) e "Páginas Contadas" (contos), contam com 3 obras de minha autoria:
domingo, fevereiro 05, 2012
Relatos Autobiográficos: A QUARTA INFÂNCIA
Quando eu morei num antigo sobrado na Rua Alvaro Gouveia, Viçosa/MG, que aliás não é esse da foto! Era bem mais simples, e na parte de baixo havia duas portinhas de um antigo comércio, que servia de depósito para o Seu Amantino guardar o material da venda.Para receber o texto escreva para jacsalgado@yahoo.com.br que eu envio com o maior prazer, assim como todos os textos anteriores da coletânea de Relatos Autobiográficos. Lembrando que a Primeira Infância e a Segunda estão neste blog , na integra.
quarta-feira, abril 06, 2011
Concurso Literário "A Gavetinha" de Relatos Autobiográficos

CONCURSO LITERARIO "A GAVETINHA" DE RELATOS AUTOBIOGRÁFICOS -
A escritora Jacqueline Salgado e o Blog "A Gavetinha" abrem o I Concurso de Relatos Autobiograficos. Cada autor pode participar com um texto que terá como tema um relato autobiográfico de infância.
INSCRIÇÕES: do dia 08 de fevereiro até o dia 08 de março de 2012, os participantes poderão se inscrever mandando o texto em anexo, de no máximo 3 páginas digitadas, junto com as seguintes informações: Nome; Idade; Título do Relato; Escola e série; Endereço completo; Telefone; E-mail (se tiver). Enviar para o e-mail: jacsalgado@yahoo.com.br
A confirmação de participação será feita por e-mail. Somente poderão participar alunos matriculados em escolas de todo território nacional que tenham até 15 anos ou estejam cursando até o 9° ano do Ensino Fundamental.PREMIAÇÃO: Serão conferidos 3 prêmios, sendo distribuídos da seguinte forma:1° Lugar: Kit com 5 livros + presente surpresa; 2° Lugar: Kit com 4 livros + presente surpresa; 3° Lugar Kit com 3 livros + presente surpresa.
OBS: Haverá entrega de certificado de participação a todos os alunos que enviarem seus relatos até a data limite do concurso. Os alunos premiados receberão um certificado de participação e outro de premiação.A divulgação do resultado será feita atráves de mensagem por e-mail e divulgada nesse blog, a partir do dia 03 de abril de 2012.
Resultado do I Concurso de Relatos Autobiográficos:
É com muita satisfação que apresentamos os vencedores do Concurso de Relatos. Tivemos mais de 200 inscrições de todo o país, em trabalhos de alto nível estético e intelectual, além de fatos muito marcantes na vida dos nossos pequenos escritores!
Juntamente com mais 2 amigos escritores e jurados, eu avaliei os textos apresentados e a soma dos pontos dos 3 jurados conferem 5 vencedores:
1° lugar: PAULO VICTOR ALVES DA LIMA SILVA (12 anos, Pedregulho/SP)
2° lugar: GABRIELA OLIVEIRA DE SOUZA (12 anos, Teresina/PI)
3° lugar: LUCAS SOARES DE ALMEIDA (12 anos, Rio de Janeiro/RJ)
Menções Honrosas*:
Jackeline Viturino Gomes (12 anos, Suzano/SP)
Giulia Vanni Alves (São Paulo)
Lembrando que cada um dos 3 colocados receberão:
1° Lugar: Kit com 5 livros + presente surpresa;
2° Lugar: Kit com 4 livros + presente surpresa;
3° Lugar Kit com 3 livros + presente surpresa.
* Os premiados com Menção Honrosa receberão um livro e o certificado de menção honrosa pelo belo trabalho apresentado.
Obrigada a todos pela participação e por compartilhar conosco histórias tão fascinantes, e parabéns a todos os vencedores!
Atenciosamente,
Jacqueline Salgado
quarta-feira, março 23, 2011
Relatos Autobiográficos: A Terceira Infância
















